Campo da Chevron da Bacia de Campos tem novo vazamento

A petrolífera americana Chevron anunciou nesta quinta-feira a existência de uma uma nova mancha de óleo na Bacia de Campos, nas proximidades do Campo de Frade, o mesmo onde foi registrado um grande vazamento, em novembro do ano passado. Horas depois, o diretor de assuntos corporativos da Chevron, Rafael Jean, anunciou que a empresa pediu à Agência Nacional de Petróleo (ANP) autorização para suspender a produção de petróleo no Brasil até descobrir as causas do novo vazamento, que começou a ser investigado pela empresa no dia 4 de março, ou seja, há 11 dias.

Segundo a Chevron, o novo afloramento de óleo está ocorrendo a 3km do poço anterior – não se sabe ainda as causas nem se há ligação com vazamento anterior. Segundo a empresa, há uma fissura de 800 m no solo do fundo do mar. A companhia informa que estão sendo observadas bolhas de óleo, mas até agora apenas cinco litros chegaram à superfície.

De acordo com a assessoria de imprensa da ANP, a suspeita inicial é que o vazamento esteja vindo de fissuras no fundo do mar e não do poço da Chevron.

A ANP informou que só após receber as justificativas técnicas da Chevron terá condições de analisar o pedido da petroleira de suspender a produção no país. A Chevron produz 61,5 mil barris de petróleo por dia no campo de Frade.

Em nota divulgada nesta quinta-feira à tarde, a ANP informou ter autuado a empresa na quarta-feira, porque a Chevron não atendeu à notificação da agência para apresentar as salvaguardas solicitadas para evitar novos vazamentos na área.

Ainda na mesma nota, a ANP informou que, desde quarta-feira, técnicos da agência estão no Centro de Comando de Crise da Chevron e que foi determinada a instalação de um coletor no novo ponto de vazamento identificado pela empresa.

Segundo a Chevron, já foram instaladas máquinas para captação de óleo, que está sendo contido pelos equipamentos de segurança.

O secretário estadual de Meio Ambiente do Rio, Carlos Minc, afirmou que ainda não está claro se o acidente da Chevron é um novo problema ou se é ainda decorrência do vazamento ocorrido no ano passado:

— Precisamos combater a impunidade e total falta de informação — afirmou ao GLOBO.

Ele disse também que o novo vazamento da Chevron mostra a importância de um estudo de análise de risco e a adoção de medidas ambientais preventivas para produção de óleo no fundo do mar. Minc reclamou que faltou transparência por parte da Chevron no primeiro acidente e que as informações relatadas até agora são insuficientes.

— Nós já tinhamos advertido que o vazamento não havia sido completamente resolvido — criticou Minc.

O vazamento em um dos poços de Frade teve início no dia 7 de novembro, mas só no dia 9 a empresa comunicou ao Ibama a existência da mancha de óleo. Inicialmente estimada pela empresa em 60 barris de óleo, a macha atingiu uma área de 163 km2 e vazamento de 880 a 3,3 mil barris de óleo. O Ministério Público Federal considera que o derramemnto total chegou a 3 mil barris de óleo. O Ibama, a ANP e o governo estadual anunciaram na época que as multas à empresa pelo derramamento poderiam chegar a R$ 260 milhões.

A conclusão das investigações sobre o acidente no Campo de Frade havia sido anunciada pela ANP na última terça-feira e, naquele dia, a diretora-geral da agência, Magda Chambriard, não deu detalhes do inquérito. Apenas infomou que haviam divergências com a Chevron sobre o acidente. A agência também informou que a empresa americana continua proibida de perfurar novos poços no país.

Fonte: O Globo

 

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