Radiação de Fukushima pode render 2.500 casos de câncer, diz pesquisa

A radiação da usina nuclear de Fukushima pode causar até 2.500 mortes por câncer no mundo. Este é o resultado apresentado num estudo que avaliou os impactos do acidente ocorrido em 2011 e que mostra que as consequências podem ser mais graves do que se imaginava.

A estimativa dos pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, é de que os casos de câncer possam chegar a 2.500. O resultado foi obtido com base em análises de modelos atmosféricos globais, que mensuram os efeitos da exposição à radiação, já que foram identificados resquícios do acidente em áreas distantes como EUA e Europa.

Para o co-autor do estudo, Mark Z. Jacobson, o desastre poderia ter sido pelo menos dez vezes mais grave se a radiação não tivesse caído no mar. “Houve muita sorte. Os efeitos variam significativamente com as condições meteorológicas e a única razão para que este desastre não tenha sido pior é o fato de que 81% de todas as emissões foram depositadas sobre o oceano”, explicou.

A radiação liberada em Fukushima forçou a evacuação de aproximadamente 160 mil pessoas ao redor da usina. O acidente também deixou uma área de 132 quilômetros quadrados inabitável por décadas. Conforme dados do estudo, a exposição prolongada à radiação no ar, no solo e nos alimentos pode danificar o DNA, causando leucemia e outros tipos de cânceres e doenças.

As crianças são as mais suscetíveis ao envenenamento por radiação de iodo, que pode se acumular na glândula tireóide, conforme informado pela Organização Mundial de Saúde. Além disso, as células infantis se dividem mais rapidamente e a radiação danifica o RNA, que por sua vez, prejudica a geração de novas células.

No melhor cenário os casos de mortes por câncer resultantes de Fukushima são de 180, na pior circunstância seriam 2.500. Para Evan Douple, chefe adjunto da Fundação de Pesquisas Hiroshima, os dados mostram que o desastre não teve efeitos significativos na saúde pública, já que a população japonesa teve milhões de pessoas expostas à radiação.

Para Douple o principal problema foi o impacto psicológico. O estresse gerado pelo desastre pode causar muitos efeitos negativos à saúde, inclusive pode ser uma das causas para o desenvolvimento do câncer. Com informações da Bloomberg.

Fonte: Redação Ciclo Vivo

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