A energia que vem do encontro das águas

Projeto quer capturar energia no ponto onde o rio se junta com o mar

Quando um rio despeja suas águas no mar, está de fato despejando a energia, proveniente do sol, que fez a água do mar evaporar e condensar-se sob a forma de nuvens de chuva, a qual caiu no continente e voltou ao mar na forma de rio. Um projeto em andamento na Coppe quer recuperar a energia existente no encontro do rio com o mar e transformá-la em eletricidade. É mais uma das formas da chamada “energia azul”, obtida apenas da água e praticamente sem impacto ambiental.

O projeto visa desenvolver um sistema que, posto entre a água doce do rio e a água salgada do mar, tire partido de um processo natural, a osmose. Nesse processo, a água sem sal tende a migrar naturalmente para a água salgada e, se nada a impedir, a energia osmótica nela contida se dissipa na água do mar. Mas, se for possível inserir uma membrana que permita a entrada da água do rio e impeça a saída do sal contido na água do mar, haverá um aumento de pressão. A pressão pode ser usada para fazer girar um grupo turbogerador e produzir energia elétrica.

O professor Cristiano Piacseck Borges, do Laboratório de Processos de Separação com Membranas e Polímeros, que está desenvolvendo o projeto na Coppe, explica que já existe um protótipo de usina de energia osmótica em testes na Noruega. Foi implantado em 2009 e usa água de degelo dos fiordes noruegueses.

A ideia é especialmente atraente para o Brasil, que conta, em seu território, com uma profusão de rios de grande vazão. Quanto maior é a vazão do rio, maior é a pressão e, portanto, maior é o potencial de geração de energia.

A membrana da Coppe está sendo desenvolvida no Laboratório de Processos de Separação com Membranas e Polímeros. Os pesquisadores estão trabalhando para aumentar a capacidade do material polimérico que escolheram para receber mais fluxo de água e reter maior quantidade de sais dissolvidos. Ao mesmo tempo, outro laboratório da Coppe, o de Eletrônica de Potência, desenvolve um gerador para o sistema. O acoplamento de membrana e gerador será o desafio seguinte.

O projeto é financiado pela empresa Tractebel Energia S.A., por meio do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Fonte: Coppe UFRJ

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