As medidas sustentáveis para as olimpíadas de Londres

Diferentemente dos jogos passados, na China, que deixaram como legado diversos estádios sem funcionalidade definida, osbritânicos perceberam a oportunidade de utilizar as Olimpíadas para aprimorar a infraestrutura urbana da cidade e implantarsoluções permanentes.

Depois que a tocha se apagar para reacender em praias cariocas, a responsabilidade de construir Jogos ainda maissustentáveis será do Brasil, que já planeja a despoluição das lagoas da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá.
Conheça as 10 inovações sustentáveis dos Jogos de Londres:

Um dos principais legados dos jogos para a cidade será o Parque Olímpico, construído a partir da revitalização de uma antiga zona industrial no distrito de Stratford. Foram quatros anos de trabalho intenso para realizar a descontaminação, a maior já ocorrida nas terras da rainha, e investimentos de mais de 230 milhões de reais para recuperar 2 milhões detoneladas de solo contaminado. O complexo de 2,5 quilômetros quadrados conta atualmente com 4 mil árvores e 300 milplantas aquáticas.

Além de construir todos os estádios conforme os padrões de Construção Verde, Londres inaugurou também um estádio totalmente reciclável. A arena construída para os jogos de basquete tem 35 metros de altura e leva mil toneladas de aço emsua estrutura. No entanto, foi projetada para, ao findar dos jogos, ter toda sua estrutura, das quadras aos bancos,desmontada e posteriormente reciclada. A arena de pólo aquático também segue a mesma premissa e será desmontada aotérmino do megaevento esportivo.

Marca registrada da cidade britânica, o tradicional ônibus vermelho de dois andares foi adaptado para melhor receberpessoas com dificuldade de mobilidade e gerar menos poluição. Os novos modelos utilizados são movidos por uma misturade eletricidade e diesel “verde”, que emite metade dos gases poluentes de uma versão convencional, e possuem o dobro daeficiência no aproveitamento de combustível.

Com a expectativa de receber mais de 80% do público para as Olimpíadas, o aeroporto Heathrow International implantou umsistema de carrinhos elétricos, que dispensam motorista, usados para transportar os passageiros entre o aeroporto e oestacionamento, cada veículo tem capacidade para até quatro pessoas. Ele transita por uma pista exclusiva e emite poucospoluentes.

Para chamar atenção da população para o descarte correto de resíduos sólidos, os organizadores dos Jogos instalaramlixeiras de coleta seletiva high-tech pela cidade britânica. Equipados com duas telas LCD, os coletores são sensíveis aotoque e transmitem notícias em tempo real. A ideia é que durante os jogos outra funcionalidade seja agregada: a de ponto Wi-Fi. Assim, não tem como não querer chegar perto do lixo.

Para reduzir a poluição e o congestionamento, foi implantado um sistema derecompensas para quem deixar o carro na garagem e ir trabalhar a pé ou de ônibus, talqual ocorre na capital sul-coreana Seul. A diferença é que a iniciativa, promovida por uma empresa privada, é sistematizada através de um aplicativo para iPhone (re.route) capazde mensurar e pontuar os deslocamentos por meios alternativos de cada pessoa. Os condutores que seguem uma das vias alternativas sugeridas pelo aplicativo ganha pontos de recompensa a serem resgatados como descontos em lojas e cinemas conveniados.

Além dos coletores de recicláveis high-tech, uma outra aposta de Londres para reduzir o impacto dos resíduos sólidos gerados durante os Jogos é a utilização de embalagens biodegradáveis. Assim, todo alimento ou bebida vendidos nos locaisdas competições devem ser feitas de material compostável. A estimativa é a de que 40% de todo o resíduo gerado nasinstalações olímpicas virá da alimentação.

Com altos níveis de poluição do ar, o governo britânico investiu em uma solução química capaz de atrair partículas de poeirafina do ar e prendê-las ao asfalto. Após ser capturada, a poeira é recolhida pelo tráfego ou lavada pela chuva. De acordo com o prefeito Boris Johnson, a solução reduzirá em até 10% a concentração de partículas de poeira na atmosfera, melhorando aqualidade do ar.

Se os ônibus de dois andares ficaram mais verdes, os taxistas londrinos não poderiam ficar para trás. Desde fevereiro circula por Londres os primeiros modelos do Fluence Z.E, o sedã da Renault totalmente movido a eletricidade. O veículo,alimentado por baterias de lítio, têm uma autonomia de 160 quilômetros sem a emissão de um grama sequer de CO2. Omelhor de tudo é que o passageiro pode optar pelo veículo sustentável sem gastar um centavo a mais por isso.

Até setembro, ao menos, a noite londrina também será iluminada pelo sol. É que foram instaladas pela cidade, as árvoressolares – postes em formato de árvores equipados com células fotovoltaicas que transformam a luz do sol em eletricidade. A “árvore solar” é feita por folhas com paineis solares e galhos de LED que acendem automaticamente quando escurece.Sem dúvida, um espetáculo à parte.

Fonte: Eccaplan

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