O melhor pai do mundo animal

Ser pai é uma conquista para qualquer animal. O nascimento de um filho significa a continuação da linhagem genética da família. Assim os machos cantam, dançam e chegam a lutar até a morte para conquistar uma parceira. Mas, após a concepção, os novos pais podem ajudar as mães ou ir embora sem nenhum ressentimento. Então, quem seria o melhor pai do mundo animal?

Muitos só querem saber de sexo, como o dançarino-da-cabeça-vermelha. O óvulo nem terminou de ser fecundado e lá vai ele procurar outro rabo de saia para impressionar. Abandona os filhotes e deixa uma mãe solteira pra nunca mais voltar.

Papai ema (Rhea americana) cuidando dos pequenos – Foto: Fábio Paschoal

Alguns são promíscuos, como o papai ema (foto acima). Apesar de se reproduzir com várias fêmeas, ele é muito cuidadoso com sua ninhada. É ele quem choca os ovos enquanto as mães saem para procurar comida. Mas elas só estão interessadas em encher a própria barriga, já que não voltam nem para conhecer os pequenos. O pai terá que cuidar de tudo sozinho, o que não é tarefa fácil já que até 40 filhotes podem nascer de uma só vez.

Outros invertem de papel com as mães. O cavalo-marinho macho recebe os óvulos de sua parceira e, após fertilizá-los, os guarda em uma bolsa especial na barriga. Ele fica grávido! E carregará seus filhotes até que eles estejam totalmente formados e prontos para enfrentar os sete mares sozinhos.

No caso do cavalo-marinho, pai e mãe trocam de papel. A fêmea passa os óvulos para o macho que, após fecundá-los, os carregará na barriga. É ele quem fica grávido – Foto: Joanne Merriam/ Creative Commons

No entanto, nenhum pai passa por condições tão extremas para assegurar a vida de seu filhote quanto o pinguim-imperador. Os machos permanecem na Antártica após todas as criaturas, que estavam ali para aproveitar o verão, partirem. Eles precisam ficar, pois cada ave guarda um tesouro. Em uma bolsa especial, localizada acima dos pés, está o ovo concebido por sua parceira.

Não há comida, nem água e o sol só voltará a brilhar dali a quatro meses. Ventos fortes fazem a temperatura cair abaixo dos 70ºC negativos e forçam os pais a se agruparem para suportar as temperaturas congelantes.

Quando os primeiros raios de luz surgem no horizonte os piados quebram o silêncio. Os filhotes, que acabaram de nascer, estão famintos. Como um último esforço, os incansáveis pais – que já perderam metade do seu peso – produzem uma secreção proteica, semelhante ao leite, capaz de sustentar o pequeno pinguim pelo menos durante uma semana. Tempo suficiente para as mães voltarem de sua pescaria de dois meses trazendo peixes para seu marido e seu novo filho. A partir daí pai e mãe começam um revezamento. Enquanto um sai para pescar o outro cuida do filhote, e a família permanece reunida até o pequeno ficar independente.

Após enfrentar condições extremas, o pinguim-imperador (Aptenodytes forsteri) espera ansioso, com seu filhote protegido em uma bolsa especial, pela chegada de sua parceira – Foto: iStockphoto

Seja fornecendo esperma, cuidando da prole, fazendo o papel de mãe ou enfrentando condições extremas, todos os pais são importantes para seus filhos. Afinal, nós não estaríamos aqui se não fosse por eles.

Fonte: Viaje Aqui

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