Alimentos orgânicos entram na Pauta Presidencial: Geração de empregos e a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica

Em todo Brasil, as lavouras utilizadas para a produção de alimentos orgânicos somam apenas 1,5 milhão hectare, divididas em 11.524 unidades produtivas. Essas são subdivididas em cultivos agrícolas, pecuária e até o extrativismo.

Por mais curioso que possa parecer, é no Mato Grosso (um dos maiores produtores de soja do país) que se concentra a maior produção de orgânicos do Brasil. O Rio de Janeiro, porém, ainda tem uma produção agroecológica muito pequena, de apenas 2.037 hectares cultivados sem uso de insumos químicos. Image

Temos observado um grande aumento na procura por alimentos orgânicos. Tal fato pode ser justificado por pelo menos duas razões. A primeira justificativa é que os próprios consumidores, preocupados com a sua saúde ou com o risco da ingestão de alimentos que contenham resíduos de agrotóxicos. A segunda razão é que a demanda tenha se originado do movimento ambientalista organizado, representado por grupos como o Ambientalistas em Rede, preocupados com a conservação do meio ambiente, tendo algumas delas atuado na certificação e na abertura de espaços para a comercialização de produtos orgânicos pelos próprios agricultores, o que contribuiu para induzir demanda entre os consumidores.

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Tendo em vista esse grande movimento, no dia 21/08/2012, a presidente Dilma instituiu a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (decreto 7.794). Assim, a presidência tem a intenção de ampliar de 2% para 15% a participação dos produtos orgânicos nas compras governamentais e aumentar para 300 mil o número de famílias envolvidas na produção até 2014.

Os objetivo da medida são “integrar, articular e adequar políticas, programas e ações indutoras da transição agroecológica e da produção orgânica e de base agroecológica, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida da população”.
E qual a diferença entre orgânico e não orgânico?
Para ser orgânico e receber o aval do MAPA não basta eliminar o agrotóxico da linha de produção. Para poder exibir essa poderosa palavra em suas embalagens, o referido alimento passa por uma série de auditorias do MAPA e continua com a concessão de uma certificação participativa, por meio de uma instituição cadastrada. Não basta abandonar o uso de química na lavoura, é preciso respeitar a lei de preservação de área de mata na propriedade, seguir as leis trabalhistas e manter o ecossistema local em equilíbrio.

Redação Ambientalistas em RedeImage

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