Reportagem Ambientalistas em Rede: Especial Amazônia Pública – CARAJÁS

O Ambientalistas em Rede iniciará uma série de reportagens que irá mostrar como os grandes empreendimentos econômicos estão mudando a região Amazônica. Esta série é consequência da parceria do Ambientalistas em Rede com a Agência Pública de Reportagem e Jornalismo Investigativo, em um projeto denominado Amazônia Pública.

Entre os meses de julho e outubro do ano de 2012, três equipes de repórteres percorreram os principais empreendimentos da região Amazônica brasileira, como o Pólo de Mineração em Marabá (PA) e as Hidrelétricas do Rio Madeira.

Este projeto visa angariar um grande volume de informações sobre as reais mudanças que esses empreendimentos causam na vida da população amazônica, pois só assim poderemos discutir de maneira coerente o desenvolvimento para a região. Além disso, por ter sido produzido por uma equipe de jornalismo investigativo independente, não há o interesse de grupos dominantes na construção de nossas matérias. Queremos divulgar e debater o desenvolvimento de uma das ultimas áreas florestais do planeta. Participe dessa discussão. Não deixe seu futuro para depois.

Como o volume de informações é extenso iremos fazer uma síntese de cada matéria, mas acessando o link você poderá ler todo o conteúdo na íntegra.

E para iniciar nossa série…

CARAJÁS – A nova corrida do ferro

1

Com a exploração da intocada Serra Sul da Floresta Nacional de Carajás, a Vale expande suas atividades na Amazônia e promete dobrar a produção em quatro anos. Mas para isso terá que destruir centenas de espécies, animais e vegetais, muitos endêmicos, ou seja, serão extintos…

“Você tem um morro, coberto de floresta, depois um platô – que é onde aflora o minério de ferro – e, na vertente do platô, um vale, também coberto de floresta. Para abrir a mina, você vai desmatar esse platô – que parece pelado, mas está coberto pela canga, a savana metalófila de Carajás –, fazer uma cava, e, da terra que você tira, desmata esse vale todinho, faz uma pilha. Então, onde era vale, vira montanha, e onde era platô, vira um buraco”, explica o biólogo mineiro Frederico Drumond Martins, funcionário do Instituto Chico Mendes (ICM-Bio) e há cinco anos gestor da Floresta Nacional (Flona) de Carajás.

4

A paisagem que serve de exemplo para a rápida lição sobre o impacto da mineração na serra de Carajás se avista da estrada asfaltada que vai da cidade de Parauapebas à área das minas da Vale S/A dentro da floresta. Nesses 411.949 hectares de terras federais – distribuídos entre os municípios de Parauapebas e Canãa dos Carajás – convivem o maior complexo mineral do mundo, com reservas estimadas em 18 bilhões de toneladas de minério de ferro de alta qualidade, além de jazidas de manganês, cobre, níquel, ouro e outros minerais, e uma unidade de conservação “de extrema importância para a conservação da biodiversidade brasileira”, de acordo com o Mapa de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente.

A riqueza de espécies reflete a transição entre os biomas da Amazônia e do Cerrado nessa variedade de relevos e solos cortados por igarapés e cobertos pelas florestas tropicais úmidas (ombrófilas) da Amazônia – que ali abrigam castanheiras de 50 metros de altura, maçarandubas e outras madeiras de lei e são entremeadas por florestas secas e palmeirais nas encostas dos morros. Nos platôs, que chegam a 900 metros de altitude, abrem-se as clareiras de savana metalófila (canga hematítica), uma vegetação que cresce sobre as jazidas de ferro e que, na região amazônica, só existe ali. Um levantamento recente da fauna da Flona Carajás, feito pela Vale e o ICM-Bio, encontrou 945 espécies de vertebrados, sem contar os peixes, e uma das avifaunas mais ricas do país, com 545 espécies, diversas ameaçadas de extinção.23

Link completo da matéria: http://www.apublica.org/amazoniapublica/corrida-do-ferro/dentro-da-floresta-a-vale-tem-pressa/

Lista de divulgadores credenciados: http://www.apublica.org/amazoniapublica/?page_id=23

Anúncios

Uma resposta para “Reportagem Ambientalistas em Rede: Especial Amazônia Pública – CARAJÁS

  1. isso é que é Brasil! quem rouba galinha vai preso, e quem rouba bilhões dos cofres publicos, fica em pune. veja o caso da vale do rio doce, empresa que era publica e foi vendida por preço de banana hoje esta empresa privada extrai 110miloes de toneladas de ferro sempor ano sem falar no nos outos minerios

Sua opinião é muito importante para nós.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s